segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Sub 19 - FCP 2 - VSC 0 - Notas sobre o jogo


 

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  1. Rui Pedro – Incompreensível (ou compreensível dada a necessidade de tempo de jogo após contratação de Areias – que veio ocupar o espaço competitivo na equipa B) como desce novamente aos sub 19, mesmo após ter tido um desempenho bastante bom na equipa B, com 3 golos nos primeiros 5 jogos. Apesar de estar de volta ao escalão não se mostrou muito dentro do jogo (culpa também da boa exibição dos centrais adversários), tendo uma postura em que procurava mais a profundidade em vez de oferecer apoio central ao portador da bola. Poderá também ter sido prejudicado pelo jogo menos conseguido por parte dos médios centro que procuraram menos o jogo interior, tentando aproveitar mais as laterais. Ainda assim, um golo pleno de oportunidade e uma excelente jogada que resulta no 2º golo (forte no arranque e com um remate ao poste já de ângulo difícil, uma vez que foi esperando a chegada dos colegas).
  2. Moreto e Ayoub – Os interiores do Porto tiveram alguma dificuldade em conseguir enquadrar no corredor central, dada a pressão eficiente dos jogadores adversários. Forçados a jogar ao primeiro toque, tentaram jogar de forma simples e menorizar as perdas de bola, no entanto, tal resultou numa lateralização em excesso do jogo, sem que depois aproximassem ao portador para oferecer linha de passe. Pareceram sempre demasiado estáticos durante o o jogo. Moreto mais em foco pela intervenção nos 2 golos (marcou o 2º), mas falta ainda qualquer coisa que permita mitigar a falta de capacidade física (talvez a capacidade de acelerar em condução), que o faça emergir como opção para o futebol sénior.
  3. Transição Defensiva – Foram várias as vezes em que as perdas de bola resultaram em transições defensivas rápidas com número idêntico de atacantes e defensores a que a equipa se expôs. Rui Pires que normalmente é um garante de segurança, já que lê o jogo de forma bastante inteligente e rápida, não pareceu num patamar físico que lhe permitisse antecipar estancar essas jogadas, agravado também pelo facto de não ter beneficiado do comportamento algo estático dos 2 companheiros do meio campo, com uma reação à perda muito tardia.
  4. Idrissa e Generoso – Os 2 extremos são jogadores de perfis muito idênticos, que parecem já completamente maturados fisicamente. António Folha coloca-os a jogar num esquema em que é pedido os movimentos interiores (dado jogarem na linha oposta ao do melhor pé). Têm ambos excelente capacidade física e muita velocidade, o que os torna mais indicados para um jogo de Transição Ofensiva ao invés de Organização Ofensiva (têm algumas dificuldades em receber a bola de forma orientada/ultrapassar o adversário direto sem ser em velocidade pura). Se com Generoso o termo de comparação poderá ser Ivanildo (com todas as virtudes e deficiências que a comparação acarreta, capacidade técnica, mas perfil de decisão bastante básico), Idrissa parece ser mais potente, talvez até na linha do que é Ismael Diaz, mas falta melhorar a capacidade de decisão e a meia distância para poder vir a ser uma opção com maior futuro.
  5. Diogo Dalot – Talvez o melhor em campo. Os predicados físicos estão lá, sinónimos do lateral moderno. Alto, muito forte fisicamente, pareceu várias vezes uma autêntica locomotiva pelo corredor direito, beneficiando dos movimentos interiores de Generoso. Mostrou capacidade de aceleração do jogo e exploração do corredor central, tendo sido protagonista da melhor jogada da 1ª parte ao incorporar-se no ataque, estando perto do golo. Defensivamente, sempre no local certo.

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