terça-feira, 6 de setembro de 2016

Plantel 2016/2017 - Plano B ( os laterais)

No último texto exploramos a deficiente abordagem ao mercado de transferências por parte do Futebol Clube do Porto, em função da existência de fortes restrições orçamentais, bem como a incapacidade (ou a falta de vontade) da Direção Desportiva (ainda a cargo de Antero Henrique) em suprir os possíveis desequilíbrios que o plantel apresentava, ainda que recorrendo a jogadores dentro dos quadros do clube.

Neste tentar-se-á verificar quais as soluções que a equipa B poderá providenciar, uma vez que a época é longa, não numa óptica de solução imediata, mas sim de garantir maior profundidade ao plantel principal.

As posições mais carenciadas são as de Lateral, Defesa Central e Avançado, cada qual conta com apenas 3 jogadores de raiz. 

Comecemos então pelos laterais.

Equipa A (Maxi Pereira, Alex Telles, Miguel Layun) 
Opções (Fernando Fonseca e Luís Mata)

A equipa B apresenta duas soluções interessantes para esta posição, ainda que ambos os jogadores estejam a conseguir agora os seus primeiros minutos como profissionais. Tanto Fernando Fonseca (na direita) como  Luís Mata (na esquerda) apresentam biótipos similares, bastante longilíneos e com estatura igual ou superior a 1,80 m. Dada a participação nos jogos Olímpicos, Fernando conseguiu já um salto competitivo importante, aproveitando para se estrear pela seleção de sub 21.

Mais detalhadamente, Fernando é já o protótipo de lateral moderno, bastante rápido e incisivo nas suas ações. Em termos defensivos, tem definido bem, conseguindo honrar a linha defensiva e apresentando capacidade de jogar com largos metros nas costas, já que a velocidade exibida permite recuperar o posicionamento com rapidez. Apesar de não parecer muito forte fisicamente, consegue ser um jogador capaz de defender o espaço interior. Ofensivamente, tem mostrado capacidade em combinar com o médio interior e com o extremo, efectuando por várias vezes o overlapping ao mesmo. Precisa de evoluir ao nível do cruzamento, por forma a ganhar mais variabilidade no jogo.

O Luís Mata apresenta-se como uma adaptação bastante feliz, já que há 6 meses atrás era o extremo titular dos sub 19. Como o Fernando Fonseca, exibe muita velocidade e capacidade em recuperar rapidamente o espaço defensivo. Mas é ofensivamente que este jogador se destaca. À velocidade junta muito critério com bola, permitindo-lhe subir no terreno e por vezes explorar o corredor central, conferindo superioridade numérica no meio campo. Dada a superior qualidade técnica, consegue também aventurar-se no 1x1 sobre o lateral contrário, o que desde logo permite ao extremo desse lado juntar-se ao corredor central para criar mais opções de finalização. Não só exibe já muita competência a cruzar, como é capaz de atacar o espaço entre lateral e central, por forma a fazer colapsar as coberturas.

Apresentam-se ambos com ideias de equipa grande, por isso, sempre muito confortáveis com bola e sempre proactivos na tomada de decisão. De referir que nos sub 19 eram bastante propensos a faltas de concentração, no entanto Luís Castro tem conseguido trabalhar muito bem essa vertente, incutindo também um espírito muito competitivo.

Muito potencial, muita juventude. No entanto, esperemos que até finais de Outubro Maxi recupere da lesão. Apesar da evolução competitiva, tanto Fernando como Mata não estão ainda prontos para jogos com a pressão e intensidade que uma UCL acarreta ou mesmo um jogo de primeira liga contra um top 10.

P.S. No mercado de jogadores livres existem Leandro Salino e Bosingwa, já veteranos, já conhecedores do campeonato. Embora não possam ser inscritos na UCL, seriam uma opção útil para os próximos 2 meses.

Para o próximo artigo desta série - os Defesas Centrais

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