quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Um Problema Lateral (?)

Em Abril de 2016, o Presidente do Futebol Clube do Porto, numa entrevista ao Porto Canal, indicou, entre outras considerações, que Rafa Soares, lateral esquerdo na altura cedido à Académica e com excelentes indicações, iria fazer parte do plantel na época seguinte.

No entanto, dada uma série de decisões da estrutura profissional do clube, como por exemplo a aquisição do passe de Miguel Layun e Alex Telles por cerca de 6,5 M€ cada, Rafa Soares, acabou por ficar sem espaço e rumar ao Rio Ave. Ficaríamos então com 3 laterais para duas posições. Pelo segundo ano consecutivo. Como se o ano passado não tivesse ensinado absolutamente nada à estrutura profissional (vide jogo versus Borussia Dortmund com Varela a lateral direito). Isto passou-se e pareceu perfeitamente normal. Rafa tinha de crescer, era o mantra...ainda mais. Não basta o percurso brilhante nas camadas jovens e na seleção. As chamadas precoces (ainda júnior) à equipa B. A performance exibida. Pois bem, Rafa em 2 jogos já foi decisivo num deles. 3 pontos para o Rio Ave.

Ora, para os lados do Dragão moram então 3 laterais (os já mencionados Layun e Telles, bem como Maxi Pereira). Ora, há exactamente uma semana, Maxi Pereira, alvo de uma entrada de De Rossi, lesionou-se com média gravidade, sendo alvo de uma intervenção cirúrgica e com um tempo previsto de paragem de cerca de 2 meses. Deixando a equipa, para uma fase importantíssima da época, com apenas 2 laterais, com ambos a renderem mais do lado esquerdo. Certo, Rafa também é lateral esquerdo. Mas bastaria que este se encontrasse no plantel para poder render, em alguns jogos, Alex Telles (caso este fique castigado, por exemplo - até já aconteceu esta época).

Sete dias passaram, e do dossier lateral, nada sabemos.

Dois laterais serão suficientes? Ou irá o Porto ao mercado? Ou irá finalmente olhar "para dentro" e para os laterais disponíveis?

Elenquemos as opções, do improvável ao mais provável.

  • Ricardo Pereira - lateral que pode jogar nos 2 lados da defesa e ainda dá uma perninha como extremo. Emprestado ao Nice após a trapalhada do negócio Carlos Eduardo. Deu excelentes indicações no decorrer da primeira época em França, tendo inclusivamente sido chamado à Selecção A. Seria necessário resgatar do empréstimo, com alguns custos implícitos (não se pode empandeirar o Quintero?). No entanto asseguraria desde já o render da guarda a Maxi.
  • Victor Garcia - Após 3 épocas na equipa B, foi emprestado ao Nacional da Madeira, tendo assumido a titularidade. Mais uma vez seria necessário quebrar o contrato de empréstimo, com uma provável indemnização. Poderia ser enviado Rodrigo da equipa B à troca (já que este não apresenta qualidade para ser útil na A). Concerteza que asseguraria pelo menos 10 jogos com qualidade na equipa A.
  • Fernando Fonseca - Primeira época de sénior, com mais jogos pela Selecção Olímpica (onde foi uma das surpresas) do que pela equipa B. Mostra competência a atacar, bastante inteligência na movimentação, especialmente em organização ofensiva, escolhendo tanto a profundidade como os movimentos interiores. É ainda algo franzino, no entanto mostra muita disponibilidade, com um espírito de antes quebrar do que torcer (sim, à Porto).
  • Diogo Dalot - Primeira época de júnior, campeão europeu de sub 17 em 2016, e uma verdadeira locomotiva pela ala direita. Fisicamente maturado (por exemplo superior a Fernando Fonseca), rápido, forte, falta ainda perceber se a sua superioridade se deve a essa vertente ou também à sua qualidade técnica. Seria importante desde já evoluir também na equipa B, por forma a encontrar outros estímulos e outros tipo de problemas. No entanto, apresenta ainda algumas falhas de posicionamento que apesar de conseguir compensar no seu escalão, na A seriam fatais.
P.S. Excluí David Bruno (emprestado ao Tondela), obviamente.

A SAD não deixará de tomar a melhor decisão possível. Para isso está mandatada. Esperemos que não chegue outro...Depoitre.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Jogadores Emprestados – Perfil da Semana: Marega


 


Moussa Marega
 
Resultado de imagem

Fonte (twitter.com - EspoirsduFootball)



Marega está, indubitavelmente a realizar um início de campeonato de sonho. Assume-se, à 3ª jornada como o melhor marcador do campeonato, com 3 golos, ao serviço do Vitória de Guimarães, clube para o qual foi emprestado após meia época desapontante ao serviço do Futebol Clube do Porto, que o havia adquirido ao Marítimo em janeiro do presente ano. Acrescentou ainda uma assistência para golo e uma crescente influência no perfil táctico assumido por Pedro Martins.
Mas se por um lado, o início de época vem demonstrar um jogador que tem golo, na linha do que mostrou na última época no Marítimo, por outro, vem também confirmar que este Marega, por muito voluntarioso que seja, nunca irá encaixar numa equipa com os pergaminhos do FCP. Em Guimarães (e antes no Marítimo) Marega beneficia do espaço que as equipas grandes nunca têm, já que normalmente as equipas adversárias não se limitam a defender num bloco baixo. É nessas condições que se pode extrair o melhor que Marega tem. A possibilidade de explorar, normalmente no corredor direito, a grande potência que exibe, bem como a velocidade, desgastando tanto os laterais como os centrais que saem para as coberturas. É por isso um jogador muito útil dentro de uma certa ideia de jogo, mas que não consegue transferir o seu potencial para uma equipa dita grande.
Para jogar dentro do corredor central, dentro do bloco do adversário, é preciso não só inteligência mas também fundamentos técnicos que permitam efectuar o básico (passar, receber, movimentar) de forma eficiente, já que só assim se conseguem desmontar os "autocarros". Marega pura e simplesmente não tem essa capacidade, nem sequer exibe a chamada finta curta, nem beneficia de uma visão de jogo superior que o pudesse colocar por exemplo num 442 como avançado móvel.
Ainda assim, é bom verificar que a confiança foi recuperada. Que marque muitos golos este ano, que se valorize e que se possa recuperar, pelo menos parcialmente, o investimento realizado (100% do passe, por 3,8 M €).
Não será fácil, mas no final tudo dependerá dos pés (e cabeça) de Marega.

Sempre a mesma caderneta

Quando um clube não tem dinheiro, não vende e só compra, fica demasiado dependente de companhias antigas para ir sobrevivendo. Fica limitado a uma caderneta.

Que o diga o Futebol Clube do Porto. Que o diga a contratação de Laurent Depoitre. Já muito foi escrito sobre o "jovem" de 27 anos que fez 3 épocas de alto nível na Bélgica, após uma subida meteórica desde os clubes secundários, o que lhe permitiu ser convocado uma (1!) vez para a Selecção da Bélgica. E marcar um golo. Supostamente, a contratação foi por 6,5 M€ e o velho amigo D'Onofrio lá ajudou a desbloquear a vinda do gigante a tempo de este ter uma visão privilegiada do camarote dos jogos do play off contra  a Roma. E de vir também experimentar o nosso tão elogiado Departamento Médico.

A questão já nem passa por saber se é melhor que Aboubakar (que não é), do que Suk (também não me parece), do que Gonçalo Paciência (outro que é superior), do que Ghilas (e mais um), ou de Marega (ok, aqui desenho a linha).

A questão é saber o seguinte:
Se a decisão passa mesmo por comprar alguém novo, alguém fora dos quadros do plantel (apesar da miríade de pontas de lança disponíveis, com biótipos para todos os gostos) como é que um jogador destes custa 6,5 M€ e o Luc Castaignos, que apesar de altos e baixos, tem apenas 23 anos, internacional pela Holanda e disponível para jogar no play off  da UCL está disponível por metade do preço? O nosso scouting onde anda?

Enfim, há amizades que nos saem muito caro, não?

O ADN DO DRAGÃO - Roadbook


Desde o último título de campeão nacional e a crescente perda de referências de balneário que se iniciou o soundbyte do ADN Porto. Mas o que é isso de ADN Porto? Ou ADN Dragão? Para mim é tão somente a tão propalada mística e é um facto que a mesma se tem vindo a perder, muito fruto do mercantilismo assumido pela SAD, potenciado por uma estratégia (de risco) de venda de jogadores como pedra basilar do financiamento da época desportiva.

Passamos a ser um mero entreposto comercial, em que os jogadores deixaram de sentir o FCP como o pináculo de uma carreira, mas sim uma mera estação na carreira, todos à procura de altos voos (como se não tivessem já voado alto o suficiente). Ora, parecendo algo muito simples, esta estratégia da SAD resultou, no curto prazo no arrecadar de receitas significativas, que de certa forma foram validando o acerto da mesma. No entanto, nada mais errado. Se no curto prazo fomos conseguindo vender ativos e continuar a ganhar, no médio/longo prazo essas vendas todas resultaram numa composição do plantel em que os jogadores deixaram de conseguir perceber o que é o Porto. Quais os fundamentos. Quão Gloriosa é a Insígnia que adorna a camisola. Que aqueles títulos todos foram suados, foram sangrados. Era natural que passássemos um período sem ganhar. Era natural, porque tudo isto é cíclico. A todos os ciclos anteriores de menos títulos fomos conseguindo dar a volta. Porque havia sempre gente no balneário que estava disposta a "morrer", a deixar tudo em campo, só para que no final o Porto vencesse. Não eram apenas jogadores. Eram Adeptos como nós. No fundo, éramos nós que ali estávamos. Esse é o ADN. Essa é a Mística.
O que fazer?
 
Ora, andamos a falar de ADN Porto, mas depois não arranjamos espaço (nem sequer se reconhece qualidade) nas equipas profissionais para quem tem de facto esse ADN e cresceu dentro do clube. É um autêntico paradoxo! Quem é que então vai transmitir essa cultura Porto? Os jogadores que nasceram para o futebol no Pachuca, no Real Madrid, ou no Lorient? É o Nuno Espírito Santo? O Cândido Costa? O Presidente e Administradores  decerto já não parecem ter capacidade para isso. Juntem também uma política desportiva em que o treinador mais parece um adereço, apenas necessário para ciclos curtos, e sempre apostada em descobrir a "next big thing", ao invés de algo pensado.
Mas há uma chave. Se bem que doloroso, há um caminho. Há uma alternativa.
O ano passado a equipa B fez um excelente trabalho com muitos jogadores "prata da casa" (meninos que jogavam contra homens feitos) e havia momentos em que se sentia bem o tal ADN (foram vários os jogos ganhos nos últimos minutos, às vezes em inferioridade numérica). Essa equipa foi campeã. Sabem que mais? Os sub-19 foram bicampeões. Serão todos bons o suficiente para se afirmarem no FCP? Não. Mas serão todos assim tão maus que alguns deles não mereçam uma oportunidade?

O investimento numa equipa B é considerável e de certa forma, afundado, não é transacionável (custos de estrutura de uma equipa profissional, bem como os salários de 25 atletas, mais treinadores, corpo médico, etc...), pelo que a estrutura de custos operacionais da SAD fica bem mais pesada. Logo, esta equipa tem de funcionar como uma espécie de laboratório da equipa A, que permita por um lado ir refinando as qualidades de elementos menos utilizados da A, bem como proporcionar um espaço de upgrade competitivo aos sub-19 mais capazes, tendo entre estas duas realidades um núcleo de 15/16 jogadores (séniores de 1º e 2º ano) que permitam à equipa uma certa coesão/unidade. Junte-se o habitual craque panamiano/nigeriano/<inserir outro mercado>. Também haverá espaço para um ou dois. Haveria necessidade de termos cerca de 50 jogadores sob contrato, o que é manifestamente inferior ao atual (cerca de 64).

Junte-se a isso uma alteração na política de empréstimos de jogadores. Uma substituição por uma outra estratégia. Se o jogador X não consegue subir à equipa A até ao final da sua segunda época de sénior (aos 21 anos), para quê mantê-lo? Que se transacione e se garanta uma percentagem do passe/direito de preferência ou mesmo uma cláusula de recompra. E que se reavive o departamento de scouting do clube para que possa monitorizar a performance destes antigos activos.
Acrescente-se uma questão que poderá vir a ter um impacto significativo na vida, na sustentabilidade do clube. O FCP tem um problema económico e tem um problema financeiro. Económico porque tem uma atividade operacional desequilibrada e cuja continuidade assenta em proveitos contingentes (mais-valias nas vendas de passes e entradas na UCL) ao invés das receitas tradicionais. Financeiro porque o "All-in Lopeteguiano" exigiu um esforço considerável na captação de financiamento (agravado com a exclusão da atividade dos fundos),traduzindo-se o mesmo em taxas de juro elevadíssimas nos empréstimos MLP (150 M € em financiamentos, 15 milhões de euros de custos financeiros, com taxas implícitas de 10%) com um impacto na tesouraria brutal, e que nos leva a hipotecar passes, penhorar receitas futuras provenientes dos patrocínios, bem como a utilização de instrumentos de curto prazo para assegurar a gestão corrente, por exemplo no pagamento de salários (fica caro, muito caro mesmo). O facto de os sucessivos exercícios económicos serem fracos do ponto de vista dos resultados não permite também ter grande poder negocial junto da banca (por exemplo, proceder a liquidações antecipadas de empréstimos/realizar novação de dívida em condições favoráveis). Para haver uma ideia, consultado o orçamento 8e partindo do princípio que o exercício real será idêntico) pagamos só em custos com pessoal cerca de 950 mil € por ponto na última liga portuguesa. Parece muito? É porque é mesmo muito.
 
Neste momento, a valorização de jogadores atingiu um pico negativo, não se conseguindo gerar mais valias suficientes para cobrir o buraco operacional. O que fazer? Ai vem a parte dolorosa. Porque o ajustamento vai custar. E mais vale custar já do que daqui a 5 anos. Porque aí poderá colocar o clube em coma profundo.

É preciso, portanto, confiar e investir na capacidade técnica dos treinadores porque de facto é no treino que se pode fazer evoluir o jogador, sendo que quanto maior a competição interna, maior a probabilidade deste crescer. Se um jogador jovem treina diariamente com jogadores cuja qualidade média é superior à qualidade média de uma equipa do meio da tabela, não evoluirá mais rapidamente?  A aposta por isso numa excelente equipa técnica é por isso uma algo fundamental naquilo que aqui se preconiza.
Um jogador passa cerca de 80% do seu tempo em treino, por isso é necessário que os mesmos traduzam estímulos competitivos suficientes para que os jogadores se consigam adaptar ao jogo de forma quase imediata. Seja ele da taça da liga, do campeonato ou de Champions League. Não interessa. Um treino de qualidade resultará num bom jogo.


Neste momento existem os seguintes jogadores com mercado a um preço mais ou menos justo (Danilo,Herrera,Layun) e outros que irão gerar menos mais-valias que o projectado (Brahimi,Indi,Aboubakar, Adrian e coloco já Depoitre). Ora, para efeitos de cobertura do défice orçamental, se conseguíssemos transacionar todos, iríamos provavelmente conseguir alguma folga para investimento adicional (chamemos-lhe Diogo Jota e Oliver). Admitamos também neste exercício teórico, que no final da presente época se consegue também "despachar" os salários do Casillas, Maxi, Varela (dos mais elevados do plantel a par dos elementos entretanto vendidos), e se colocam os excedentários, nem que fosse a custo 0,numa medida de "salary dump" equilibrando por isso os custos com pessoal. Precisamos de maximizar os nossos recursos, precisamos de limar custos com pessoal excedentários. O custo do salário de Casillas e o diferencial face, por exemplo, ao de Fabiano, justifica os pontos ganhos pelo primeiro estar na baliza? Resposta rápida. Não. Maxi faz melhor que Ricardo Pereira? Neste momento, não. Qual o mais barato?
Um plantel do FCP com um desenho similar ao infra apresentado daria com certeza uma boa resposta no campeonato.
GR (J. Sá/Gudino/Fabiano);
DD (R.Pereira/V.Garcia);
DE (A.Telles/Rafa Soares);
DC (Felipe/Marcano/Reyes/Chidozie);
MC (R.Neves/T.Podstwaski/A.André/S.Oliveira/F.Ramos/Oliver/J.C.Teixeira);
Extremos (Diogo Jota, Corona,Otávio,I.Rodrigues);
PL (A.Silva,A.Bueno,G.Paciência).
 
Não era este um plantel de que nos iríamos orgulhar? Não vestiriam estes aquelas camisolas como se fossem uns de nós? Um plantel que não iria ter problemas nas inscrições para a Uefa. Um plantel que permitiria controlar os custos operacionais. O 11 inicial seria provavelmente mais forte do q o atual e as opções de banco seriam para gente da casa. Que, relembro, somos nós.
Eu sei, é utópico com esta Direção, mas este é o caminho da sustentabilidade, o dar um passo atrás para depois dar dois ou três à frente. A juventude do nosso clube já mostrou q está pronta, pois além dos títulos nacionais nos últimos escalões de formação (equipa B e sub 19),brilha tanto como os outros nas competições de seleções, só precisa de uma oportunidade e de competência técnica dos próprios treinadores. Um exemplo, Ivo Rodrigues era titular da Selecção sub-20, Gelson também. Comparem ambos. Onde  andam agora? Pois, dolorosamente, sabemos bem isso.

O ADN do Dragão – Ponto de Partida


 

Nasce hoje, após termos assistido impávidos e serenos a um verdadeiro roubo de igreja, daqueles que no passado teriam dado azo a reações enérgicas por parte de quem conduz o clube, um novo blog no Universo Futebol Clube do Porto.

O blog tentará abordar todas as facetas do clube, mas dará, evidentemente, um enfoque particular ao Futebol. E, dentro deste tema, o procurar/apontar caminhos diversos dos que têm sido seguidos nos últimos anos pela Administração do clube e que nos permitam reforçar o ADN (essa palavra tão em voga e talvez cada vez mais longínqua) do clube. Sem pretensiosismos, mas também sem falsas modéstias.

Assim, e como manifestação de intenções, tentaremos realizar um seguimento da realidade do clube no que toca às Equipas A, B e sub 19 (no fundo a equipa principal e as que providenciarão num futuro próximo o alimento desta), bem como a evolução dos emprestados.

Não menos importante será o olhar para a realidade económico-financeira da SAD (e clube), e os pontos que contribuem para o sentimento que invade todo e qualquer portista para a menor pujança exibida pelo clube. Naquilo que nos for possível, poderemos também indicar medidas de correção, caminhos diversos, no fundo outras opções, alternativas no modelo de gestão.

Nada nos move a não ser a saúde do clube, poder contribuir para o seu engrandecimento, ou no limite, lutar pela sua sobrevivência.

A única agenda passa pela divulgação e enfatização do que é nosso. Aproveitar da melhor forma os recursos que criamos.

Não há escolha de facções.

Criticaremos nas vitórias, nas derrotas e sempre que se justificar.

Da mesma forma, saudaremos e celebraremos sempre que o tenha de ser feito.

E agora, ao trabalho, que o caderno de encargos não se afigura como de fácil realização.