terça-feira, 11 de outubro de 2016

Jogadores Emprestados: Radiografia de Setembro

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Notas explicativas:
 
  • Na idade, jogos e minutos, o total reflete a média. No caso dos golos é mesmo o cômputo.
  • O maior número de jogos de Kelvin e Walter devem-se ao campeonato brasileiro que decorre no ano civil;
  • Marega destaca-se no número de golos;
  • Jogadores como Victor Garcia, Ricardo Pereira e Rafa estão a ter bastante continuidade (e a provar que poderão fazer parte de um hipotético plantel no futuro);
  • Gleison e Pité em sentido inverso, por lesão ou chegada tardia, não conseguiram ainda agarrar o lugar;
  • Aboubakar e Bruno Martins Indi, os emprestados com cláusulas de opção de compra já fixadas,  com sortes diferentes. Indi tem-se fixado como titular desde que chegou, a defesa esquerdo ou central, Aboubakar com utilização intermitente.
  • Ghilas a demonstrar neste último ano de contrato alguma retoma. É pena pensar que um jogador que focado tem tudo para ser útil no actual contexto do clube e que nunca teve muita continuidade na aposta, possa vir a assinar em janeiro por qualquer outro clube;

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Emprestados – Perfil da Semana: Ricardo Pereira

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(Fonte:RR.sapo.pt)

Ricardo Pereira

O lateral direito, outrora extremo contratado ao Vitória de Guimarães, está num excelente momento de forma e tem contribuído com assistências e agora golo para o primeiro lugar do Nice na Liga Francesa.

Cedido por 2 anos ao clube francês, na primeira época brilhou como lateral esquerdo (sendo até chamado à Seleção), mas este ano tem assumido essencialmente o lado direito, como lateral no 4-4-2 ou ala no 3-5-2, os dois modelos trabalhados por Lucien Favre.

Evoluiu imenso na cobertura defensiva, não se escudando apenas na velocidade e aceleração que detém para resolver as situações de jogo que lhe vão aparecendo. Continuam ambas a fazer parte dos atributos que coloca, mas o posicionamento defensivo (colocação dos apoios em função da posição da bola) e a capacidade de marcação do adversário direto (“empurrando-o” para a linha lateral), maximizando as hipóteses de recuperação e permitindo que a situação de ataque esteja mais longe da baliza estão também presentes em todo o momento. Também o facto de jogar como ala no 3-5-2 lhe está a permitir explorar mais rotinas que poderão ter um transfer mais direto para o que é pedido a um lateral de uma equipa grande da Liga Portuguesa.

Mas se defensivamente se tornou muito competente, é no ataque que reside o grande factor de apreciação. A rapidez com que avança no corredor (talvez um dos jogadores nacionais mais rápidos), sempre a procurar o espaço interior para facilitar a entrada da bola na zona de criação (e o à vontade que demonstra em situações em que tem pouco espaço para decidir), as capacidades técnicas de extremo (sempre capaz de “partir” o adversário), a capacidade de cruzamento que o fazem somar assistências (em particular a associação com Balotelli), todos são características que demonstram a capacidade este vir a caber como uma luva no Futebol Clube do Porto.

Tem respondido aos desafios colocados com enorme qualidade, pelo que aos 23 anos é hora de voltar e permitir que Maxi seja substituído. Com Ricardo (e Victor Garcia, que um dia destes terá o seu próprio post) num hipotético plantel e com Fernando Fonseca e Diogo Dalot à espera na equipa B/Sub19, o lado direito da defesa estará seguro por anos a fio (assim se inverta a atual política de investimento e se rentabilize o que existe).

Este, não pode ser para fazer uns trocos (se querem aliviar carga salarial comecem por aqueles que ganham muito e acrescentam o mesmo). Este tem de ser para render desportivamente.

Hoje, seria, muito provavelmente, titular e jogador de Selecção (para reflectir).

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Emprestados – Perfil da Semana: Nabil Ghilas



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(Fonte: fcporto.pt)
Nabil Ghilas

Ghilas está de volta.
Após ter sido contratado ao Moreirense em 2013, após uma época fantástica, e por uns absurdos 3.8 M€ por 50% do passe, muitas eram as expectativas geradas pelo Argelino de 23 anos.
Se no Moreirense, equipa que jogava maioritariamente na expectativa, em bloco médio-baixo, este tinha mostrado predicados que permitiriam altos voos, o que faria num grande?
Nessa época, a assumir quase na íntegra o ataque do Moreirense, foram raras as defesas que não foram massacradas pelo possante avançado, fossem elas de grandes equipas ou de equipas médias. Fossem eles centrais ou laterais. Além da codícia pelo golo, Ghilas mostrava uma capacidade física assinalável que lhe permitia jogar em cunha entre os centrais, em Organização Ofensiva, mas também potência, velocidade e capacidade de condução de bola em Transição Ofensiva, que se traduziam em golos, assistências e fundamentalmente pontos.
Tudo parecia pronto para que Jackson tivesse um herdeiro ou mesmo um parceiro de ataque.
No  entanto, a época menos conseguida de Ghilas com Paul Fonseca e o breve “ressuscitar” com Luís Castro (quem não se lembra da exibição no San Paolo?) não foi o suficiente para garantir uma nova oportunidade no plantel na época seguinte.
Veio Lopetegui e viu-se emprestado em duas épocas consecutivas a clubes de pouca nomeada da Liga Espanhola (Levante e Córdoba), no fundo os Moreirenses que lá habitam. Lá, uma primeira época relativamente boa e uma segunda horrível, sem minutos e sem golos. Em ambas, reportes de problemas disciplinares mancharam a reputação.
Veio NES e o destino foi o mesmo, empréstimo sem sequer avaliação “in loco” em pré época. A reputação precedia-o e foi por isso necessário aguardar pelo último dia de Agosto para que assinasse pelo Gaziantepspor, da cidade de Gaziantep, na fronteira com a Síria. A pouco e pouco foi ganhando o seu espaço e começa a aparecer pelos bons motivos. Dois golos em que prova sua versatilidade e influência crescente na manobra da equipa.
Terminará a presente época com 27 anos ( a mesma idade com que Depoitre chegou este ano) e não se ainda irá a tempo de regressar ao clube e ocupar um espaço que futebolisticamente falando devia ser dele. Sempre que o vejo a jogar é inevitável pensar que o André Silva podia ter aqui um incremento de competição, um rival com características muito semelhantes que o “apertaria” e obrigaria a cada momento a ser melhor. Seria a “sombra” deste no 4-3-3, seria o complemento no 4-4-2.
Relembro. Rápido, incisivo, forte fisicamente, tecnicamente evoluído e capaz de jogar como pivot ofensivo ou no apoio ao Ponta de Lança, com capacidade de condução da bola e um bom perfil de decisão.
Está nos quadros do clube, Eng.º Luís Gonçalves, vale a pena monitorizar, certo?