terça-feira, 11 de outubro de 2016
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Emprestados – Perfil da Semana: Ricardo Pereira
| (Fonte:RR.sapo.pt)
Ricardo Pereira
O lateral direito, outrora extremo contratado ao Vitória de Guimarães, está num excelente momento de forma e tem contribuído com assistências e agora golo para o primeiro lugar do Nice na Liga Francesa.
Cedido por 2 anos ao clube francês, na primeira época brilhou como lateral esquerdo (sendo até chamado à Seleção), mas este ano tem assumido essencialmente o lado direito, como lateral no 4-4-2 ou ala no 3-5-2, os dois modelos trabalhados por Lucien Favre.
Evoluiu imenso na cobertura defensiva, não se escudando apenas na velocidade e aceleração que detém para resolver as situações de jogo que lhe vão aparecendo. Continuam ambas a fazer parte dos atributos que coloca, mas o posicionamento defensivo (colocação dos apoios em função da posição da bola) e a capacidade de marcação do adversário direto (“empurrando-o” para a linha lateral), maximizando as hipóteses de recuperação e permitindo que a situação de ataque esteja mais longe da baliza estão também presentes em todo o momento. Também o facto de jogar como ala no 3-5-2 lhe está a permitir explorar mais rotinas que poderão ter um transfer mais direto para o que é pedido a um lateral de uma equipa grande da Liga Portuguesa.
Mas se defensivamente se tornou muito competente, é no ataque que reside o grande factor de apreciação. A rapidez com que avança no corredor (talvez um dos jogadores nacionais mais rápidos), sempre a procurar o espaço interior para facilitar a entrada da bola na zona de criação (e o à vontade que demonstra em situações em que tem pouco espaço para decidir), as capacidades técnicas de extremo (sempre capaz de “partir” o adversário), a capacidade de cruzamento que o fazem somar assistências (em particular a associação com Balotelli), todos são características que demonstram a capacidade este vir a caber como uma luva no Futebol Clube do Porto.
Tem respondido aos desafios colocados com enorme qualidade, pelo que aos 23 anos é hora de voltar e permitir que Maxi seja substituído. Com Ricardo (e Victor Garcia, que um dia destes terá o seu próprio post) num hipotético plantel e com Fernando Fonseca e Diogo Dalot à espera na equipa B/Sub19, o lado direito da defesa estará seguro por anos a fio (assim se inverta a atual política de investimento e se rentabilize o que existe).
Este, não pode ser para fazer uns trocos (se querem aliviar carga salarial comecem por aqueles que ganham muito e acrescentam o mesmo). Este tem de ser para render desportivamente.
Hoje, seria, muito provavelmente, titular e jogador de Selecção (para reflectir).
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segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Emprestados – Perfil da Semana: Nabil Ghilas
| (Fonte: fcporto.pt) |
Nabil Ghilas
Ghilas está de volta.
Após ter sido contratado ao Moreirense em 2013, após uma época fantástica, e por uns absurdos 3.8 M€ por 50% do passe, muitas eram as expectativas geradas pelo Argelino de 23 anos.
Se no Moreirense, equipa que jogava maioritariamente na expectativa, em bloco médio-baixo, este tinha mostrado predicados que permitiriam altos voos, o que faria num grande?
Nessa época, a assumir quase na íntegra o ataque do Moreirense, foram raras as defesas que não foram massacradas pelo possante avançado, fossem elas de grandes equipas ou de equipas médias. Fossem eles centrais ou laterais. Além da codícia pelo golo, Ghilas mostrava uma capacidade física assinalável que lhe permitia jogar em cunha entre os centrais, em Organização Ofensiva, mas também potência, velocidade e capacidade de condução de bola em Transição Ofensiva, que se traduziam em golos, assistências e fundamentalmente pontos.
Tudo parecia pronto para que Jackson tivesse um herdeiro ou mesmo um parceiro de ataque.
No entanto, a época menos conseguida de Ghilas com Paul Fonseca e o breve “ressuscitar” com Luís Castro (quem não se lembra da exibição no San Paolo?) não foi o suficiente para garantir uma nova oportunidade no plantel na época seguinte.
Veio Lopetegui e viu-se emprestado em duas épocas consecutivas a clubes de pouca nomeada da Liga Espanhola (Levante e Córdoba), no fundo os Moreirenses que lá habitam. Lá, uma primeira época relativamente boa e uma segunda horrível, sem minutos e sem golos. Em ambas, reportes de problemas disciplinares mancharam a reputação.
Veio NES e o destino foi o mesmo, empréstimo sem sequer avaliação “in loco” em pré época. A reputação precedia-o e foi por isso necessário aguardar pelo último dia de Agosto para que assinasse pelo Gaziantepspor, da cidade de Gaziantep, na fronteira com a Síria. A pouco e pouco foi ganhando o seu espaço e começa a aparecer pelos bons motivos. Dois golos em que prova sua versatilidade e influência crescente na manobra da equipa.
Terminará a presente época com 27 anos ( a mesma idade com que Depoitre chegou este ano) e não se ainda irá a tempo de regressar ao clube e ocupar um espaço que futebolisticamente falando devia ser dele. Sempre que o vejo a jogar é inevitável pensar que o André Silva podia ter aqui um incremento de competição, um rival com características muito semelhantes que o “apertaria” e obrigaria a cada momento a ser melhor. Seria a “sombra” deste no 4-3-3, seria o complemento no 4-4-2.
Relembro. Rápido, incisivo, forte fisicamente, tecnicamente evoluído e capaz de jogar como pivot ofensivo ou no apoio ao Ponta de Lança, com capacidade de condução da bola e um bom perfil de decisão.
Está nos quadros do clube, Eng.º Luís Gonçalves, vale a pena monitorizar, certo?
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Equipa B: Porto 1 - Covilhã 0
Notas sobre o Jogo
Após 3 jogos sem vencer, a equipa B recebeu o Covilhã e é de destacar algumas alterações na equipa , por forma a dotar a mesma de maior consistência. Verificou-se o regresso de Gudiño, que não obstante o heroísmo de João Costa no último jogo em casa, empresta muito mais segurança defensiva. Na defesa, a opção pela capacidade aérea de Jorge Fernandes, por forma a estancar o número de golos sofridos em bolas paradas, e a entrada de Inácio (ex-São Paulo) por troca com Luís Mata (totalista até à data), jogador que agradou sempre que analisado, mas que está a iniciar o seu percurso sénior, numa posição que ainda está a conhecer e que acusa também um maior desgaste físico. Para a ala entrou Raúl Soares, que no pouco tempo em que esteve em jogo agradou bastante. Não sendo um jogador extremamente rápido conseguiu mostrar acerto na maior parte das ações em que tomou parte.
Ainda assim, o perfil da equipa manteve-se inalterado face aos jogos anteriores, não obstante a alteração dos jogadores supra referida. Um 433, em que dois dos jogadores do meio campo se posicionam praticamente a par (Govea e Podstawski), permitindo maior liberdade a João Graça. Não sendo a disposição táctica que permite um maior nível de talento no meio campo (tanto Govea como Tomás são 6 de origem), é justificável pela “sobrevivência” do meio campo numa liga competitiva, com jogadores adversários já muito tarimbados e bastante competentes na pressão, e em que a maior parte das equipas acaba por jogar contra o Porto num bloco médio-baixo que força muito o contacto quando a bola entra no meio campo. Privilegia-se assim a cobertura defensiva no momento da perda de bola. No entanto, o jogo começou até com o Porto muito ofensivo, a conseguir guardar a bola e apresentando boas triangulações entre os jogadores mais avançados. Fruto da maior capacidade de pressão que Tomás e Govea ofereciam, conseguia recuperar a bola sempre de forma rápida. Foi assim que chegou ao Golo nos primeiros 10 minutos, e tendo uma oportunidade no minuto imediatamente seguinte. Depois, e em função das alterações forçadas pelas lesões de Tomás e Raúl ainda nos primeiros 30 minutos do jogo, o mesmo acabou por ficar mais repartido, apesar de até aos 55 minutos praticamente só existir perigo na baliza do Covilhã. A partir desse momento, a equipa B começou a ficar cada vez mais desconfortável no campo, perdendo a bola logo no início de construção, com Graça e Varela incapazes de ligar o jogo, já que quando desciam para receber, a pressão do meio campo serrano e a aparente melhor condição física do adversário permitia recuperar a bola muito cedo e jogar quase sempre dentro do meio campo do Porto. Também Areias que mostrou sempre muita capacidade de luta, foi quase sempre inconsequente, não conseguindo segurar a bola e permitir a subida das linhas nos momentos de maior pressão. Valeu nessa altura Gudiño e a linha defensiva que foi conseguindo conter os ataques e manter a baliza inviolada.
GR: Raul Gudiño; DD: Fernando Fonseca; DE: Inácio; DC: Chidozie; DC: Jorge Fernandes; MC: Tomás Podstawski, Omar Govea, João Graça; Ext: Rúben Macedo, Raúl Soares; Av: Areias. Entraram ainda Fede Varela (por Tomás Podstawski), Galeno (Raúl Soares) e Rui Moreira (Inácio).
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| (Fonte: RR.sapo.PT) |
Ainda assim, o perfil da equipa manteve-se inalterado face aos jogos anteriores, não obstante a alteração dos jogadores supra referida. Um 433, em que dois dos jogadores do meio campo se posicionam praticamente a par (Govea e Podstawski), permitindo maior liberdade a João Graça. Não sendo a disposição táctica que permite um maior nível de talento no meio campo (tanto Govea como Tomás são 6 de origem), é justificável pela “sobrevivência” do meio campo numa liga competitiva, com jogadores adversários já muito tarimbados e bastante competentes na pressão, e em que a maior parte das equipas acaba por jogar contra o Porto num bloco médio-baixo que força muito o contacto quando a bola entra no meio campo. Privilegia-se assim a cobertura defensiva no momento da perda de bola. No entanto, o jogo começou até com o Porto muito ofensivo, a conseguir guardar a bola e apresentando boas triangulações entre os jogadores mais avançados. Fruto da maior capacidade de pressão que Tomás e Govea ofereciam, conseguia recuperar a bola sempre de forma rápida. Foi assim que chegou ao Golo nos primeiros 10 minutos, e tendo uma oportunidade no minuto imediatamente seguinte. Depois, e em função das alterações forçadas pelas lesões de Tomás e Raúl ainda nos primeiros 30 minutos do jogo, o mesmo acabou por ficar mais repartido, apesar de até aos 55 minutos praticamente só existir perigo na baliza do Covilhã. A partir desse momento, a equipa B começou a ficar cada vez mais desconfortável no campo, perdendo a bola logo no início de construção, com Graça e Varela incapazes de ligar o jogo, já que quando desciam para receber, a pressão do meio campo serrano e a aparente melhor condição física do adversário permitia recuperar a bola muito cedo e jogar quase sempre dentro do meio campo do Porto. Também Areias que mostrou sempre muita capacidade de luta, foi quase sempre inconsequente, não conseguindo segurar a bola e permitir a subida das linhas nos momentos de maior pressão. Valeu nessa altura Gudiño e a linha defensiva que foi conseguindo conter os ataques e manter a baliza inviolada.
Detalhes dos jogadores:
Raúl Gudiño: Tarde com algum trabalho, com algumas defesas importantes, embora com grau de dificuldade médio. Nota-se evolução no jogo com os pés, porventura a característica mais deficitária que apresenta. De relevar a capacidade de saída aos cruzamentos, conseguindo ter um raio de ação bastante amplo quando a bola se encontra no ar. Essa segurança acaba por se transmitir aos colegas de sector. Esperamos que consiga uma época sem sobressaltos (ao invés do empréstimo ao União da Madeira) por forma a readquirir a confiança e assumir num futuro muito próximo a baliza da equipa principal.
Fernando Fonseca: Calhou-lhe o elemento mais perigoso do Covilhã (Davidson) e foi ganhando e perdendo lances. Não foi por isso que se atemorizou, tentando sempre subir pelo corredor, conseguindo uma assistência (não materializada) para golo. De referir que no final do jogo, na fase de maior pressão do adversário, não teve muitas vezes apoio do extremo ou do interior, enfrentando muitas vezes 2 adversários.
Chidozie: Jogo relativamente tranquilo, apesar da pressão dos últimos minutos e o baixar de linhas da equipa. As referências de marcação, na maior parte do jogo foram caindo nas linhas, o que obrigou a um maior cuidado no posicionamento defensivo. Continua muito competente no jogo aéreo e evoluiu no acerto da linha defensiva, porém continua pouco objetivo e por vezes trapalhão na saída e condução de bola. Tem de evoluir este pormenor se quiser ser a opção que se espera na equipa A.
Jorge Fernandes: A quarta opção da equipa B para o eixo central fez um jogo muito competente. Bastante alto, foi muito capaz no jogo aéreo e anulou todas as investidas do adversário no seu raio de ação. Sempre com processos simples, não se coibiu de jogar para a bancada quando a isso foi obrigado. No entanto, foi demonstrando pormenores na condução e na saída de bola que deixam alguma expectativa para o futuro.
Inácio: Uma estreia no campeonato. E alguma expectativa para perceber o que um jogador com algum pedigree poderia apresentar. Fisicamente mais robusto que Luís Mata, entrou bastante tímido no jogo, tentando assegurar que as coberturas defensivas eram realizadas com qualidade, objetivo que cumpriu. Mostrou também uma leitura táctica interessante, fechando bem o espaço para o central, bem como o espaço nas costas. Com o decorrer do jogo, foi ganhando maior amplitude ofensiva, mostrando bom toque de bola e capacidade de explorar o flanco. Para rever no futuro.
Govea: É uma autêntica formiguinha de trabalho, tendo como principal valência a capacidade de ocupação de espaços. É pena não ter uma capacidade de construção acima da média, já que opta (quase sempre) pelo passe curto ao invés da progressão com bola, por forma a quebrar a contenção adversária ou então via passe longo (muito falível). Acaba por ser um dos responsáveis pela pouca amplitude do jogo portista, bem como pelo mastigar do jogo. Pelas capacidades condicionais que apresenta, bem como pela leitura de jogo no seu momento de transição (Defensiva/Ofensiva), parece ter muito mais características de box to box do que médio defensivo. Estar mais próximo da área também lhe permitira fazer uso da meia distância um pouco mais frequentemente.
Tomás Podstawski: Apenas 21 minutos em campo e uma oportunidade de fazer o 2-0 à boca da baliza. Não parece ainda confortável como 8 ou a par de Govea (parece sempre ser capaz de segurar a posição 6 sozinho), já que aparenta sempre alguma lentidão de processos, desconforto mos movimentos de costas para a baliza ou na ligação ao avançado/extremo. Uma vez que Govea parece imprescindível, acaba por trazer a dimensão física que a segunda liga muitas vezes necessita.
João Graça: Um golo e muita influência na melhor fase do jogo. Com bola apresenta sempre qualidade na condução, cabeça levantada a procurar as melhores opções, seja o passe no espaço, no pé ou progressão. Tenta combinar com frequência com o ponta de lança ou com os alas. Na 2ª parte pareceu já muito desgastado e incapaz de pegar tanto no jogo, sendo um dos responsáveis pelo baixar das linhas e maior pressão defensiva. Ainda que já tenha estado melhor que nos últimos jogos, está ainda longe do jogador que o ano passado chegou a ser equacionado como opção na equipa A.
Raúl Soares: Responsável pelo passe para o único golo, numa combinação com Govea e Graça, aguentou apenas 29 minutos em campo. Nesse período mostrou bons pormenores técnicos. Apesar de jogar na linha, parece ter características de 2º avançado, dada a forma como recebe e enquadra no corredor central. Sem grande capacidade de explosão/aceleração, demonstrou bom sentido colectivo, com alguma rapidez a decidir e a combinar tanto com o ponta de lança como com a linha média, criando vários desequilíbrios.
Rúben Macedo: Apareceu apenas a espaços. Excelente em alguns lances (a forma como quebra o lateral e cruza para Tomás desperdiçar é fantástica), continua bastantes vezes longe do centro do jogo, com a incapacidade em receber a bola e enquadrar desde logo para tentar o desequilíbrio ou esticar o jogo. Precisa de sair da zona de conforto (linha) mais vezes por forma a soltar o potencial que nele se adivinha a cada toque. Fora Ismael Diaz, é o extremo mais excitante da B.
Areias: Parece ainda um corpo estranho na equipa, não tendo ainda sintonia com os jogadores que o municiam. Muitas vezes hesitante entre aproximar ou pedir na profundidade, ficando perdido entre os centrais. Voluntarioso nas ações, foi incapaz de conseguir segurar a bola na frente (como pivot) quando a equipa estava mais pressionada defensivamente, contribuindo para um encolher da mesma nessa fase.
Fede Varela: Jogador na linha do que Graça é, apresentando talvez maior rapidez de processos, insistindo em manter a bola no corredor central. A dupla com Graça, pela menor capacidade física de ambos e a propensão para a missão defensiva penaliza a consistência do meio campo, se bem que a fase de criação de jogo saia beneficiada. Apesar do número de opções para as alas, caso se tente aproximar a equipa B ao modelo de jogo que agora parece estar a ser implementado na A, poderia ser interessante alinhar na ala esquerda, um pouco à imagem de Otávio (Com Ismael Diaz e Areias na frente por exemplo).
Galeno: Entrou à meia hora de jogo e teve um comportamento regular, não conseguindo ser o abre-latas que a equipa precisou. Ainda conseguiu esticar o jogo e teve possibilidade de faturar, mas perdeu-se e foi engolido pela linha média do Covilhã quando o jogo enrijeceu. Tem velocidade e técnica, mas parece fisicamente muito frágil, não tendo grande capacidade no choque.
Rui Moreira: Entrou para defesa esquerdo numa altura em que Inácio estava diminuído fisicamente. Na altura em que entrou, mais do que propensão ofensiva pedia-se rigor defensivo e foi cumprindo. Com bola acrescentou critério na saída, aproveitando para ir esvaziando a pressão a que a equipa estava a sofrer.
Em suma, é ainda uma equipa em (re)formação, que está a tentar integrar vários jogadores novos que poderão vir a ser importantes no decurso do campeonato. De uma equipa que projectou vários jogadores, alguns dos quais com minutos na equipa principal em 2015/2016, apenas Gudiño, Fernando Fonseca e Tomás (que corre o risco de vir a estagnar) se afiguram como uma opção de recurso no imediato para a equipa A. Destaque ainda para Luís Mata (que neste jogo descansou), Rúben Macedo (com potencial enorme, mas ainda pouco influente na manobra da equipa), Fede Varela (muita qualidade técnica e muito dinamismo) e João Graça (a subir de forma).
Em suma, é ainda uma equipa em (re)formação, que está a tentar integrar vários jogadores novos que poderão vir a ser importantes no decurso do campeonato. De uma equipa que projectou vários jogadores, alguns dos quais com minutos na equipa principal em 2015/2016, apenas Gudiño, Fernando Fonseca e Tomás (que corre o risco de vir a estagnar) se afiguram como uma opção de recurso no imediato para a equipa A. Destaque ainda para Luís Mata (que neste jogo descansou), Rúben Macedo (com potencial enorme, mas ainda pouco influente na manobra da equipa), Fede Varela (muita qualidade técnica e muito dinamismo) e João Graça (a subir de forma).
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Emprestados – Perfil da Semana: Alberto Bueno
| (fonte: zerozero.pt) |
Alberto Bueno - 1 jogo, 1 golo, 1 assistência
Alberto Bueno foi contratado no início da época anterior a custo zero, com grandes expectativas dados os números que apresentou no Rayo Vallecano, e dizer que não teve uma boa época seria um enorme eufemismo. Contratado por Lopetegui, mas sem espaço no modelo de jogo deste, desde logo se verificou uma grande dificuldade em entrar na equipa. No entanto, quando entrou com o Braga (um jogo em que estes colocaram o autocarro), revolucionou o jogo e apenas não traduziu essa revolução em golos devido a manifesta falta de sorte. A utilização intermitente manteve-se até que uma lesão (e uma famigerada assobiadela por entrar como suplente em vez de André Silva) o arredaram das escolhas.
Pois bem, Alberto Bueno está de regresso ao futebol espanhol. E aos golos. E às boas exibições.
Após ter realizado a pré época no Futebol Clube do Porto e ter inclusivamente deixado boas indicações nos jogos, mesmo a recuperar da lesão e com menores índices físicos que os companheiros, desapareceu, quase de forma inexplicável, dos jogos, do banco, dos convocados, até ser finalmente emprestado ao Granada de Paco Jémez (treinador de Bueno no Rayo) nos últimos dias de mercado. Inexplicável porque quando jogou, não só pareceu conseguir encaixar nas duas posições em que NES o colocou, como vértice mais adiantado do meio campo (a 10) ou como 2º avançado num esquema de 442 clássico.
Jogador de fino recorte técnico e muita inteligência, mostra-se capaz de encontrar boas soluções na zona de terreno com maior densidade populacional, conseguindo progredir com bola, mas mais frequentemente através de associação com o avançado (esteja num esquema de 433 ou 442), ou distribuição na ala. No jogo contra o Bétis jogou atrás do PL e faz uma excelente abertura com um passe de 35 metros da esquerda para a direita, conseguindo capitalizar o desposicionamento do adversário e possibilitar uma 1x1 em progressão do extremo (que resultou em golo). Posteriormente, já descaído sobre a direita, foi capaz de aproveitar um ressalto numa tentativa de combinação com o extremo desse lado, disparando cruzado e fora da área para o golo.
Ora, capacidade goleadora, boa tomada de decisão, repentista, versátil. Capaz de trazer a um jogo de posse a segurança e o privilégio pela exploração do corredor central. Dispensado após a pré época. Depois de uma boa pré época. Poderia ser o ano dele no Porto. Em associação com André Silva, fosse a partir do 433 ou do 442 (que não concordo que deva ser explorado numa fase tão precoce da época), seria uma opção que aproximaria de certeza a equipa do golo...e da vitória em cada jogo. Sem exuberâncias, mas eficiência. Que excelente opção que se perdeu.
Aos 28 anos não prevejo um retorno ao Futebol Clube do Porto. Infelizmente, porque de cada vez que ele tocou na bola (e o ano passado em que foi fustigado por lesões não foi pródigo) tenho a certeza que cada adepto portista ficou a salivar por mais.
Conforme Marega, mas por motivos obviamente diferentes, que faça uma excelente época e que seja transferido no final da mesma. Se não trouxe retorno desportivo, ao menos que traga financeiro ( a SAD bem precisa).
Plantel 2016/2017 - Plano B ( Avançados)
Após a análise ao plantel e à profundidade do mesmo nas posições de Defesa Central e Laterais, na última parte da série Plano B, abordamos as soluções que a equipa B apresenta para a posição de avançado.
Sendo certo que no início do estágio não faltariam opções interessantes para compor o plantel na posição de avançado (Aboubakar, Suk, Gonçalo, Bueno, assim à primeira vista, mas também Ghilas, por pertencer aos quadros do clube), é também certo que o mercado se encarregou de conseguir colocação para todos (a bem ou a mal).
Juntou-se também a contratação de Depoitre, numa operação contra relógio que permitiu ao belga observar com vista privilegiada o play-off da Champions League e um achado na equipa do Guimarães, Areias.
Assim, a posição de Avançado conta com:
Equipa A (André Silva, Depoitre, Adrian Lopez)
Opções (Rui Pedro, Areias)
Começando por Areias. E como justificar a presença dele no plantel da equipa B, retirando espaço competitivo a Rui Pedro? E o facto de ter uma opção de compra de vários M€? Bom, talvez justifique com mais tempo de observação. No que ao jogar diz respeito, parece ser um avançado até com alguma mobilidade, apesar de ser bastante alto e com um jogo de cabeça interessante. Menos interessante é o facto de esse jogo de cabeça apenas sobressair se não estiver pressionado, pois não são muitos os duelos aéreos que vence (nem ofensiva, nem defensivamente). Mostra alguma qualidade técnica na recepção e associação com os médios, mas não peçam para rodar e enfrentar em 1x1 o marcador directo, falta explosão e capacidade técnica. Com 22 anos, poderemos estar equivocados, mas não poderá ser nunca este o jogador nº 1 a subir à equipa principal em caso de necessidade, pois para aquilo que se pretende num FCP forte, é demasiado curto. Demasiado banal. Não é sequer superior a Leonardo Ruiz e tem características muito semelhantes (que não viu o seu empréstimo renovado e seguiu nesses moldes para o Sporting).
Quanto a Rui Pedro, é o 3º ponta de lança formado pelo clube num curto espaço de tempo a que se augura um grande futuro (após Gonçalo Paciência e André Silva). E com razão. No seu 2º ano de júnior e já fisicamente maturado, Rui Pedro mostra ser um avançado já bastante completo e com domínio dos fundamentos da posição. Bom tecnicamente, na recepção e passe, capaz de partir para o drible e com um instinto goleador é um jogador que terá necessariamente de enfrentar estímulos competitivos mais elevados, jogando o mais rapidamente possível no escalão acima. No momento em que se escreve este texto, em 5 jogos na II Liga marcou 2 golos, sendo também importante na manobra da equipa pela mobilidade que empresta ao jogo. Parece ser capaz de se adaptar tanto ao 433 como ao 442, apresentando-se na linha do que é André Silva. É no entanto demasiado cedo para que se possa considerar como opção na equipa A, já que a evolução esperada e que o colocou como titular da B no início de época será necessariamente coarctada pelo tempo de jogo cedido a Areias. A ver vamos, mas está qui mais um diamante em potência. Esperemos que o destino dele não seja uma Académica ou um Tondela quando chegar ao primeiro ano de sénior.
Sendo certo que no início do estágio não faltariam opções interessantes para compor o plantel na posição de avançado (Aboubakar, Suk, Gonçalo, Bueno, assim à primeira vista, mas também Ghilas, por pertencer aos quadros do clube), é também certo que o mercado se encarregou de conseguir colocação para todos (a bem ou a mal).
Juntou-se também a contratação de Depoitre, numa operação contra relógio que permitiu ao belga observar com vista privilegiada o play-off da Champions League e um achado na equipa do Guimarães, Areias.
Assim, a posição de Avançado conta com:
Equipa A (André Silva, Depoitre, Adrian Lopez)
Opções (Rui Pedro, Areias)
Começando por Areias. E como justificar a presença dele no plantel da equipa B, retirando espaço competitivo a Rui Pedro? E o facto de ter uma opção de compra de vários M€? Bom, talvez justifique com mais tempo de observação. No que ao jogar diz respeito, parece ser um avançado até com alguma mobilidade, apesar de ser bastante alto e com um jogo de cabeça interessante. Menos interessante é o facto de esse jogo de cabeça apenas sobressair se não estiver pressionado, pois não são muitos os duelos aéreos que vence (nem ofensiva, nem defensivamente). Mostra alguma qualidade técnica na recepção e associação com os médios, mas não peçam para rodar e enfrentar em 1x1 o marcador directo, falta explosão e capacidade técnica. Com 22 anos, poderemos estar equivocados, mas não poderá ser nunca este o jogador nº 1 a subir à equipa principal em caso de necessidade, pois para aquilo que se pretende num FCP forte, é demasiado curto. Demasiado banal. Não é sequer superior a Leonardo Ruiz e tem características muito semelhantes (que não viu o seu empréstimo renovado e seguiu nesses moldes para o Sporting).
Quanto a Rui Pedro, é o 3º ponta de lança formado pelo clube num curto espaço de tempo a que se augura um grande futuro (após Gonçalo Paciência e André Silva). E com razão. No seu 2º ano de júnior e já fisicamente maturado, Rui Pedro mostra ser um avançado já bastante completo e com domínio dos fundamentos da posição. Bom tecnicamente, na recepção e passe, capaz de partir para o drible e com um instinto goleador é um jogador que terá necessariamente de enfrentar estímulos competitivos mais elevados, jogando o mais rapidamente possível no escalão acima. No momento em que se escreve este texto, em 5 jogos na II Liga marcou 2 golos, sendo também importante na manobra da equipa pela mobilidade que empresta ao jogo. Parece ser capaz de se adaptar tanto ao 433 como ao 442, apresentando-se na linha do que é André Silva. É no entanto demasiado cedo para que se possa considerar como opção na equipa A, já que a evolução esperada e que o colocou como titular da B no início de época será necessariamente coarctada pelo tempo de jogo cedido a Areias. A ver vamos, mas está qui mais um diamante em potência. Esperemos que o destino dele não seja uma Académica ou um Tondela quando chegar ao primeiro ano de sénior.
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Porto B 2 – Penafiel 2 - Notas do jogo e algumas reflexões
| (Fonte: gettyimages) |
GR: João Costa; DD: Fernando Fonseca; DE: Luís Mata; DC: Rui Moreira; DC: Diogo Verdasca; MC: Tomás Podstawski, Omar Govea, Fede Varela; Ext: Rúben Macedo, Cláudio Ribeiro; Av: Areias. Entraram ainda João Graça (por Fede Varela), Galeno (Cláudio Ribeiro) e Tony Djim (Omar Govea).
No que diz respeito ao 11 inicial, além da alteração do PL (detalhada mais abaixo), verificou-se também a estreia de Omar Govea (regressado de lesão) no lugar de Graça, com o consequente avanço de Tomás para 8 e Fede a jogar a 10, ligeiramente mais avançado. Esta alteração contribuiu para um meio campo pouco dinâmico com Govea e Podstwaski muitas vezes a par. Este último mostrou-se frequentemente pouco confortável a receber a bola de costas para a baliza, bem como a transportar a mesma. Fica a ideia que é de frente para o jogo (como médio defensivo que poderá explanar toda a sua capacidade) que pode dar mais à equipa. Ademais, após a entrada de Graça e especialmente a saída de Govea, verificou-se a subida de rendimento no jogo. Govea, apesar do posicionamento mais defensivo, a fazer lembrar Herrera, demasiados toques na bola para construir, retirando muitas vezes a possibilidade de aproveitamento da Transição Ofensiva. Pelas características até poderá vir a resultar num 8 competente, mas precisa de ser mais expedito com bola. No meio campo, o único a destacar-se positivamente foi Fede Varela, que era o único que tentava imprimir maior dinamismo ao jogo. Transportava a bola, sempre com a mesma colada ao pé e tentava descobrir os caminhos entre o bloco baixo do Penafiel, tentando muitas vezes o espaço entre lateral e defesa. Tentava ser expedito na troca de bola em progressão mas via-se frequentemente numa ilha (Areias não dava apoio frontal, alas muito abertos na linha e Govea/Podstawski demasiado resguardados).
Na defesa, por castigo de Chidozie, entrou Rui Moreira, com a equipa a perder, e muito, capacidade física e jogo aéreo, mas a ganhar muito maior capacidade/critério na circulação de bola. Uma palavra para Rui Moreira. É a 2ª época de sénior do faz-tudo da equipa. Joga a defesa central, lateral esquerdo, a médio defensivo ou a médio interior. Confesso que é dos jogadores que mais aprecio a ver jogar (embora como central seja o lugar que menos gosto de ver). Tem um pé esquerdo de grande qualidade, vê-se bem a capacidade de controlo de bola, passe longo, exploração do corredor central (e até qualidade nas bolas paradas) e podia perfeitamente jogar a médio interior (com Tomás a Médio Defensivo), no entanto Govea retira-lhe esse espaço competitivo. O que conduz à questão: “O que está a fazer Govea na equipa B, ou mesmo nos quadros do clube?”. Não estando em causa a qualidade do jogador, não parece uma boa política ir buscar jogadores estrangeiros/fora do clube para posições bem preenchidas (a posição 6 tem Tomás, Rui Pires e ainda Rui Moreira). E mesmo a subida de Tomás à equipa A (numa lógica de reformulação drástica do plantel como aqui se sugeriu) permitiria um maior estímulo competitivo a Rui Pires.
O novo Ponta de Lança - Areias: Logo desde início é o porte físico que impressiona, sendo um jogador bastante alto (embora longilíneo). Demonstrou alguma agilidade, confortável com bola, mas também não demonstrou muita capacidade de oferecer apoios frontais e combinar com os médios (talvez pelo pouco entrosamento). Marcou um bom golo, estando no local certo para empurrar a bola. No entanto, ainda não é possível descortinar se aos 22 anos evoluirá o suficiente para justificar o afastamento de Rui Pedro da titularidade da B (e por conseguinte a menor exposição a um contexto competitivo mais exigente).
Os Extremos (Rúben Macedo e Cláudio Ribeiro) foram sempre pouco chamados ao jogo, demasiado colados à linha e bem marcados, receberam frequentemente de costas para a baliza, e portanto passaram demasiado tempo longe do centro do jogo. Nesta fase, Luís Mata também não subia muito, obrigando Rúben Macedo (um dos principais agitadores no esquema de jogo de Luís Castro) a estar praticamente sempre em inferioridade numérica. Apesar disso, Macedo teve nos pés duas das melhores oportunidades, com lançamentos em profundidade a deixarem-no em situação de 1x1 com guarda-redes, não tendo conseguido concretizar ambas. Mostra qualidade a receber, tanto no pé como no espaço, e rapidez a executar, mas tem de tentar assumir mais o jogo, procurar mais bola no corredor central. Boa combinação com Mata no segundo tempo com passe para o golo de Areias.
Quanto a Cláudio Ribeiro, é mais um caso de empréstimo em que parece incompreensível, dado a quantidade de opções presentes nos quadros do clube. É Certo que Kayembe já ultrapassou o prazo de estadia na equipa B, mas tendo o mesmo sido inscrito, sendo também um claro upgrade face a Cláudio e tendo custado 2,65 M€ por 85% do passe, é praticamente obrigatório que jogue. Até porque será, dos jogadores da B um dos mais evoluídos e capazes de responder a uma eventual chamada à equipa A (seja como extremo ou lateral). Cláudio é esforçado e o ano passado foi até bastante útil, mas é demasiado limitado tecnicamente e não tem uma leitura de jogo superior para justificar uma presença numa equipa B do Porto. A probabilidade de vir a ser chamado para um jogo competitivo na A deve ser perto de 0. Logo, que está ele a fazer na equipa? Mesmo que Kayembe tivesse sido colocado no mercado de Verão, existe ainda Tony Djim no plantel (e emprestou-se André Mesquita) e qualquer um dos sub 19 poderia subir e obter um estímulo competitivo superior (Generoso ou Idrissa, pelo menos até que Ismael Diaz regressasse de lesão).
Quanto aos laterais, foram sempre mais contidos ofensivamente. Fernando mais chamado ao jogo, com maior exuberância, mas foi algumas vezes refém da vontade e da raça, parecendo algo trapalhão na definição de algumas jogadas. De referir que no final do jogo, após o 1-2 e com a equipa muito balanceada foi sempre muito competente a cobrir o espaço defensivo (mesmo considerando que o Penafiel colocou um jogador fresco e muito potente fisicamente na ala na segunda parte).
Quanto a Luís Mata, pareceu sempre mais discreto, mas a colocar qualidade em todos os momentos do jogo. Muito critério com bola e muito competente a defender, tanto o 1x1 com o ala (o Penafiel e tentava muitas vezes bola na profundidade para o extremo) ou a juntar aos centrais (não parece pela estrutura delgada, mas tem 1,80 m). Impressiona também a calma com que aborda os lances e depois sai a jogar, utilizando várias vezes o pé menos forte para tocar com o central ou médio interior e sair em progressão. Cresce a cada jogo e foi fulcral para o primeiro golo ao combinar com Rúben Macedo.
Deixo João Costa para o fim. O Herói do jogo pelo golo do empate. Evoluiu bastante desde o último ano de sub 19 (o ano passado praticamente não jogou) e demonstra muito mais segurança. Não é um portento com os pés, mas é um jogador que cobre razoavelmente bem a baliza e com um timing de saída aos cruzamentos aceitável. Não sei se dará o salto competitivo necessário para poder vir a ser opção efetiva na equipa A. Mas que tem um espírito Porto bem vincado, isso ninguém duvida.
E agora Gudiño. Percebendo-se a aposta na prata da casa, que aqui apoiamos, fica também outra questão. Que se passa com Gudiño? Trata-se de proteger um investimento (o Porto tem 85% do passe) e gastou 1,5 M€. Se a partir do momento em Gudiño chegou ao clube foi sempre titular na respetiva equipa (o que significa que as opções existentes não eram melhores), jogando já como sub 19 na equipa B, chegou a ser chamado à equipa principal do México (esteve na Copa América deste ano) e tem um investimento significativo na posição, não se deverá apostar no mesmo? Mesmo não tendo tido uma meia época fantástica no União da Madeira, não deverá a confiança deste ser reabilitada através da chamada a jogo? Terá até falhado mais do que Casillas durante a época (não obstante as competições/pressão inerentes às mesmas serem diferentes)?
O Futebol Clube do Porto parece ter a posição de GR mais que assegurada para o futuro. Tem Gudiño, tem José Sá e tem Diogo Costa (primeira época de sub 19). E tem um que é inferior (João Costa), mas que é um verdadeiro Dragão e campeão em todos os escalões que participou.
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