No entanto, dada uma série de decisões da estrutura profissional do clube, como por exemplo a aquisição do passe de Miguel Layun e Alex Telles por cerca de 6,5 M€ cada, Rafa Soares, acabou por ficar sem espaço e rumar ao Rio Ave. Ficaríamos então com 3 laterais para duas posições. Pelo segundo ano consecutivo. Como se o ano passado não tivesse ensinado absolutamente nada à estrutura profissional (vide jogo versus Borussia Dortmund com Varela a lateral direito). Isto passou-se e pareceu perfeitamente normal. Rafa tinha de crescer, era o mantra...ainda mais. Não basta o percurso brilhante nas camadas jovens e na seleção. As chamadas precoces (ainda júnior) à equipa B. A performance exibida. Pois bem, Rafa em 2 jogos já foi decisivo num deles. 3 pontos para o Rio Ave.
Ora, para os lados do Dragão moram então 3 laterais (os já mencionados Layun e Telles, bem como Maxi Pereira). Ora, há exactamente uma semana, Maxi Pereira, alvo de uma entrada de De Rossi, lesionou-se com média gravidade, sendo alvo de uma intervenção cirúrgica e com um tempo previsto de paragem de cerca de 2 meses. Deixando a equipa, para uma fase importantíssima da época, com apenas 2 laterais, com ambos a renderem mais do lado esquerdo. Certo, Rafa também é lateral esquerdo. Mas bastaria que este se encontrasse no plantel para poder render, em alguns jogos, Alex Telles (caso este fique castigado, por exemplo - até já aconteceu esta época).
Sete dias passaram, e do dossier lateral, nada sabemos.
Dois laterais serão suficientes? Ou irá o Porto ao mercado? Ou irá finalmente olhar "para dentro" e para os laterais disponíveis?
Elenquemos as opções, do improvável ao mais provável.
- Ricardo Pereira - lateral que pode jogar nos 2 lados da defesa e ainda dá uma perninha como extremo. Emprestado ao Nice após a trapalhada do negócio Carlos Eduardo. Deu excelentes indicações no decorrer da primeira época em França, tendo inclusivamente sido chamado à Selecção A. Seria necessário resgatar do empréstimo, com alguns custos implícitos (não se pode empandeirar o Quintero?). No entanto asseguraria desde já o render da guarda a Maxi.
- Victor Garcia - Após 3 épocas na equipa B, foi emprestado ao Nacional da Madeira, tendo assumido a titularidade. Mais uma vez seria necessário quebrar o contrato de empréstimo, com uma provável indemnização. Poderia ser enviado Rodrigo da equipa B à troca (já que este não apresenta qualidade para ser útil na A). Concerteza que asseguraria pelo menos 10 jogos com qualidade na equipa A.
- Fernando Fonseca - Primeira época de sénior, com mais jogos pela Selecção Olímpica (onde foi uma das surpresas) do que pela equipa B. Mostra competência a atacar, bastante inteligência na movimentação, especialmente em organização ofensiva, escolhendo tanto a profundidade como os movimentos interiores. É ainda algo franzino, no entanto mostra muita disponibilidade, com um espírito de antes quebrar do que torcer (sim, à Porto).
- Diogo Dalot - Primeira época de júnior, campeão europeu de sub 17 em 2016, e uma verdadeira locomotiva pela ala direita. Fisicamente maturado (por exemplo superior a Fernando Fonseca), rápido, forte, falta ainda perceber se a sua superioridade se deve a essa vertente ou também à sua qualidade técnica. Seria importante desde já evoluir também na equipa B, por forma a encontrar outros estímulos e outros tipo de problemas. No entanto, apresenta ainda algumas falhas de posicionamento que apesar de conseguir compensar no seu escalão, na A seriam fatais.
A SAD não deixará de tomar a melhor decisão possível. Para isso está mandatada. Esperemos que não chegue outro...Depoitre.
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