| (Fonte: fcporto.pt) |
Nabil Ghilas
Ghilas está de volta.
Após ter sido contratado ao Moreirense em 2013, após uma época fantástica, e por uns absurdos 3.8 M€ por 50% do passe, muitas eram as expectativas geradas pelo Argelino de 23 anos.
Se no Moreirense, equipa que jogava maioritariamente na expectativa, em bloco médio-baixo, este tinha mostrado predicados que permitiriam altos voos, o que faria num grande?
Nessa época, a assumir quase na íntegra o ataque do Moreirense, foram raras as defesas que não foram massacradas pelo possante avançado, fossem elas de grandes equipas ou de equipas médias. Fossem eles centrais ou laterais. Além da codícia pelo golo, Ghilas mostrava uma capacidade física assinalável que lhe permitia jogar em cunha entre os centrais, em Organização Ofensiva, mas também potência, velocidade e capacidade de condução de bola em Transição Ofensiva, que se traduziam em golos, assistências e fundamentalmente pontos.
Tudo parecia pronto para que Jackson tivesse um herdeiro ou mesmo um parceiro de ataque.
No entanto, a época menos conseguida de Ghilas com Paul Fonseca e o breve “ressuscitar” com Luís Castro (quem não se lembra da exibição no San Paolo?) não foi o suficiente para garantir uma nova oportunidade no plantel na época seguinte.
Veio Lopetegui e viu-se emprestado em duas épocas consecutivas a clubes de pouca nomeada da Liga Espanhola (Levante e Córdoba), no fundo os Moreirenses que lá habitam. Lá, uma primeira época relativamente boa e uma segunda horrível, sem minutos e sem golos. Em ambas, reportes de problemas disciplinares mancharam a reputação.
Veio NES e o destino foi o mesmo, empréstimo sem sequer avaliação “in loco” em pré época. A reputação precedia-o e foi por isso necessário aguardar pelo último dia de Agosto para que assinasse pelo Gaziantepspor, da cidade de Gaziantep, na fronteira com a Síria. A pouco e pouco foi ganhando o seu espaço e começa a aparecer pelos bons motivos. Dois golos em que prova sua versatilidade e influência crescente na manobra da equipa.
Terminará a presente época com 27 anos ( a mesma idade com que Depoitre chegou este ano) e não se ainda irá a tempo de regressar ao clube e ocupar um espaço que futebolisticamente falando devia ser dele. Sempre que o vejo a jogar é inevitável pensar que o André Silva podia ter aqui um incremento de competição, um rival com características muito semelhantes que o “apertaria” e obrigaria a cada momento a ser melhor. Seria a “sombra” deste no 4-3-3, seria o complemento no 4-4-2.
Relembro. Rápido, incisivo, forte fisicamente, tecnicamente evoluído e capaz de jogar como pivot ofensivo ou no apoio ao Ponta de Lança, com capacidade de condução da bola e um bom perfil de decisão.
Está nos quadros do clube, Eng.º Luís Gonçalves, vale a pena monitorizar, certo?
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